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Era uma vez um menino que queria pilotar
um avião.
Foi, conseguiu pilotar, mas depois que voltou do vôo ele não
estava satisfeito, ele queria mais, achava que seria feliz se pilotasse
um foguete e assim fez, só que mesmo assim não estava
satisfeito.
E ele pensou: já sei.
Se eu pilotar um supersônico aí sim vai estar bom.
Só que ao longo do tempo ele se deu conta que o problema não
era este e que mais importante do que ser o maior piloto do mundo era
perceber que podia voar, assim podia ter a liberdade de conhecer pessoas
e lugares novos e saborear cada nova possibilidade, porque se sempre
quisesse o máximo jamais ficaria satisfeito.
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HISADA, Sueli - A Utilização de Histórias no Processo
Psicoterápico,Editora Revinter, pg.52.
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